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Odebrecht repassou R$ 5 milhões de caixa 2 para Delcídio, diz delator

Um dos encontros para ‘prestar contas’ ao ex-senador aconteceu no Copacabana Palace Data da Postagem: 19/04/2017 | Fonte: Globo
(Foto: Divulgação).

O executivo da Odebrecht Benedicto Junior diz ter realizado doação de R$ 5 milhões ao ex-senador Delcídio Amaral, na época no PT, para sua campanha ao governo do Mato Grosso do Sul em 2014. Na época, o ex-parlamentar acabou derrotado pelo atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB) no segundo turno.

O depoimento a procuradores no Rio de Janeiro e o executivo fala da influência que Amaral teria sobre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff para justificar o alto valor pedido à empresa. A assessoria de Delcídio fala em doação legal de R$ 3 milhões, conforme relato.

"Naquela data a gente tinha uma leitura do plano político do PT que o senador era, perante a presidenta Dilma, uma pessoa com densidade e responsabilidade. Era uma das poucas pessoas que conseguia, naquela data, fazer o link entre o presidente Lula e a presidenta Dilma, além da proeminência dele no Senado. Ele tinha um espaço no Senado expressivo", relata o executivo.

Benedicto Junior conta que se encontrou com Delcídio a pedido de Marcelo Odebrecht, que alegava falta de agenda para receber o político. A dupla se viu em São Paulo, no escritório da Odebrecht, onde Delcídio teria pedido o montante. Benedicto Junior alega que achou o valor alto,mas acatou por causa da influência do ex-senador.

O executivo segue dizendo que teve mais um encontro com Delcídio, no Hotel Copacabana Palace, zona Sul do Rio, onde foi prestar contas. Ele negou que o então senador cobrou ou mesmo reclamou de atraso do pagamento, ao ser questionado pelo procurador:

O montante, diz o executivo, saiu do setor de Operações Estruturado da Odebrecht, departamento criado para pagamentos ilícitos. Delcídio era identificado, na planilha de beneficiários, como "grisalhão" e "ferrari", "porque era uma pessoa muito acelerada", explica Benedicto Junior.

"Aloquei num projeto privado que tenho, que é a usina elétrica de Santo Antônio, projeto 100% em que a Odebrecht é a investidora. Então aloquei um diretor que cuidava desse assunto para ele assumir esse custo na avaliação do negócio dele", detalha.

Procurada, a assessoria de imprensa do ex-senador confirmou o encontro em São Paulo e no Rio, mas em outro hotel, também em Copacabana. Disse ainda que o valor solicitado para a campanha de Delcídio foi de R$ 3 milhões, declarados na prestação de contas em 2014 e disponíveis para consulta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).




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