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Médicos discutem 'estratégia cirúrgica' para operação de estudante agredido em protesto

Mateus Ferreira está se recuperando com ajuda da irmã após receber alta, em Goiânia. Ele chegou a ficar internado por 13 dias no Hugo e já passou por uma cirurgia. Data da Postagem: 15/05/2017 | Fonte: Globo GO
(Foto: Divulgação).

  Uma equipe de médicos que acompanham o estudante de ciências sociais Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, ainda deve se reunir para decidir como será feita a próxima operação dele no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Ele foi agredido por um policial militar durante uma manifestação na cidade. O cirurgião buco-maxilo-facial Gustavo Rocha foi um dos profissionais que participou de um primeiro procedimento do paciente. Ele afirma que uma "estratégia cirúrgica" está sendo montada para verificar o que será feito.

“Ainda não está definido que tipo de procedimento ele vai fazer. Vamos fazer uma junta médica para decidir como será a cirurgia e conversar ainda com a família. Ele está absolutamente bem. A recuperação dele está indo bem, ele também se recuperou rapidamente da pneumonia, mas temos que avaliar a situação ainda”, disse o médico ao G1.

O estudante recebeu alta médica na última quinta-feira (11) após ficar 13 dias internado no Hugo. Na unidade, ele passou por uma cirurgia de quatro horas de duração, mas deve ser submetido a nova operação após ser reavaliado na próxima quarta-feira (17).

A irmã de Mateus, Heloísa Ferreira da Silva, 28 anos, afirmou estar aliviada com alta dele, mas que também se preocupa com os riscos da nova cirurgia.

“Apesar da alta, ainda estamos um pouco tensos pela cirurgia que ele deve passar para colocar uma espécie de placa de metal na testa. Ainda não acabou, é uma reparação estética, mas também funcional. Por ser uma cirurgia, não tem como não ficar preocupada”, disse ao G1 quando o irmão teve alta.

Enquanto espera pela nova operação, Mateus fica com a irmã em um apartamento alugado na capital. A mãe deles, Suzethe Barbosa, voltou a Goiânia no domingo (14) e comemorou o Dia das Mães ao lado do filho, que ainda se recupera. “O presente maior eu já tenho, que é a saúde do meu filho”, disse.

 
 
 Suzethe Barbosa comemora Dia das Mães ao lado de Mateus, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Suzethe Barbosa comemora Dia das Mães ao lado de Mateus, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera).

 

Apoio

 

Durante o período em que Mateus ficou internado, amigos fizeram uma vigília na porta do hospital. Na ocasião, eles acenderam velas e fizeram uma corrente pela recuperação do estudante.

O grupo também fez uma campanha para arrecadar dinheiro para a família de Mateus se manter em Goiânia durante o tratamento dele, já que os pais e irmãos do estudante moram em São Paulo. Formado em ciências da computação, ele se mudou para Goiás para cursar ciências sociais.

A irmã diz que todos os amigos querem ver Mateus, mas compreendem a situação dele. “Por enquanto ele precisa ficar de repouso, então todos entendem que ainda não é possível fazer uma festa. Mas é importante ter as pessoas queridas do lado para a recuperação dele”, completou.

 
 Sequência de fotos mostra que cassetete de PM quebrou durante agressão (Foto: Arquivo pessoal/Luiz da Luz)

Sequência de fotos mostra que cassetete de PM quebrou durante agressão (Foto: Arquivo pessoal/Luiz da Luz)

 

Agressão

 

O estudante foi internado no Hugo no último dia 28 de abril, após ser agredido com um cassetete pelo capitão da PM Augusto Sampaio durante protesto contra as reformas trabalhista e da previdência.

Durante a manifestação, mascarados entraram em confronto com policiais militares, momento em que o estudante foi atingido e ficou caído no chão. O capitão saiu correndo. Já o rapaz recebeu os primeiros socorros de outros manifestantes.

Apuração

 

O comandante geral da PM-GO, coronel Divino Alves de Oliveira, explicou que o capitão Sampaio foi afastado do patrulhamento das ruas no dia 1º de maio e ficará exercendo apenas atividades administrativas enquanto o Inquérito Policial Militar que investiga a conduta dele não é concluído.

“Houve excesso, não há como fugir a esta situação, houve o excesso na ação praticada por esse policial militar e, em decorrência disso, o comando da instituição instaurou o inquérito policial militar que irá apurar as responsabilidades”, disse o coronel à TV Anhanguera.

Em nota, a corporação explicou que instaurou o procedimento “diante das imagens que circulam em redes sociais, quando da intervenção policial militar, que mostram a clara agressão sofrida” pelo estudante.

No último dia 4 de maio, a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar abuso de autoridade do capitão da PM. O delegado titular do 1º Distrito Policial da capital, Izaías de Araújo Pinheiro, informou que recebeu pedido do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e começou as investigações.

O secretário de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, disse em entrevista coletiva, no último dia 2 de maio, que acompanhará de perto o Inquérito Policial Militar (IPM) que apura a conduta do policial que praticou a agressão. Ele destacou ainda que as ações são isoladas da conduta geral da PM, mas que os responsáveis devem responder pelos atos.

“Vamos usar todo rigor na apuração, obviamente com o direito à defesa [...]. Sem leniência, sem passar a mão por cima, sem fazer de conta que não aconteceu. Obviamente, estamos diante de um caso muito grave, que tem que ser gravemente apurado e, comprovadas as culpas, gravemente punido”, afirmou. 




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