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Cultivo de hortaliças na estação mais quente e chuvosa do ano requer atenção, alerta Agraer

Data da Postagem: 11/12/2017 | Fonte: Governo MS
(Foto: Divulgação).

Estamos há menos de 15 dias dias do início do verão, mas as mudanças climáticas já podem ser sentidas antes mesmo da chegada da estação mais quente do ano. Mudanças térmicas que são notadas não apenas na pele, mas também na produção e preço de alguns tipos de alimentos como as hortaliças, por exemplo.

Isso porque com o verão as temperaturas aumentam e, consequentemente, as chuvas também, o que influencia diretamente no trabalho dos agricultores familiares que cultivam alface, couve, rúcula, agrião, almeirão, cheiro verde, brócolis e até raízes como a mandioca, batata e outras variedades de alimentos (tomate, pimentão, etc).

De acordo com o Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Cemtec), só em novembro deste ano Campo Grande teve registro de 52,9% de chuva acima da média histórica, com acumulado de 315,8 milímetros, enquanto, que o esperado era de 206,5 mm.

Desde 2001 que não se registra tanta chuva no mesmo período. Aspectos climáticos que se não tiverem a devida atenção na agricultura familiar pode ocasionar perca integral das hortaliças, conforme alerta o engenheiro agrônomo da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Paulo Márcio Vieira, afirma que “se o agricultor familiar faz o cultivo no modo mais tradicional, ou seja, a céu aberto, a perda pode ser de até 100%. Chuva muito forte pode encharcar o solo e apodrecer certas folhosas, criar um ambiente propício para as pragas e doenças e, ainda, tem a chuva de granizo que pode acabar com tudo”, justifica.

Paulo Márcio evidencia que por conta de todos esses riscos são poucos os agricultores familiares do cultivo tradicional que optam em continuar a cultivar as folhosas durante o verão. “A maioria vai para alimentos como o jiló e o quiabo, por exemplo, que são mais resistentes ao clima da estação. Os agricultores que fazem uso do cultivo protegido, em viveiro com hidroponia são os que comumente ficam na produção de hortaliças. Assim há uma queda na produção local de folhosas, o que encarece o mesmo nas gôndolas dos mercados”.

Outro fator que contribui com encarecimento é o aumento no consumo de hortaliças no verão. Como são alimentos refrescantes, nesta época do ano, agradam mais o paladar das pessoas que buscam aliviar o calor com uma alimentação mais leve ou que desejam entrar em forma devido às festividades de fim de ano ou as férias na praia.

E do que depender dos dados da estação meteorológica do Cemtec, os agricultores, em especial das regiões Oeste e Sul, devem ficar de olho no clima. É que em algumas localidades já são observadas um aumento gradativo das chuvas. “Os sistemas meteorológicos que levam umidade para o Estado estão mais intensificados resultando no aumento de nuvens de chuva nessas regiões”, justifica a metereologista Franciane Rodrigues.

O engenheiro agrônomo da Agraer explica que a instituição acompanha diversos produtores seja no cultivo convencional ou no protegido a fim de minimizar os prejuízos da produção que se bem controlado auxilia no equilíbrio dos custos ao produtor e no tabelamento dos preços. “A gente sempre fala para que os agricultores familiares busquem o escritório da Agraer mais próximo. Lá, eles terão atendimento e um profissional irá visitar a propriedade para ver qual a medida mais recomendável para certo tipo de situação ou cultivo”.“Os agricultores mais precavidos estão indo para o sistema protegido. O cultivo a campo fica mais difícil e algumas doenças, como os fungos, ou pragas, a exemplo de lagartas ou moscas brancas, aumentam também”, pontua Paulo Márcio Vieira.

Atualmente, só nas imediações próximas à área urbana da Capital a Agraer contabiliza uma quantia considerável de agricultores familiares. “São cerca de 109 hortas do cinturão verde que a gente localiza ali perto do anel viário da cidade. Isso representa quase 180 hectares de horta. Ter essas hortas próximas é bom pelo fato da qualidade dos alimentos que são mais frescos e podem ser mais baratos devido ao baixo custo com o transporte”, salienta.

Custo x benefício

Uma vez que o agricultor avaliar os riscos a serem corridos e as medidas adequadas de produção, o saldo pode ser positivo desde que se tomem as medidas necessárias. “O ideal é fazer o uso do sistema protegido, mas aqueles que não podem optar por isso a gente recomenda que procure variedades [mudas e sementes] desenvolvidas para o cultivo no verão. E, claro, que busque um profissional qualificado para fazer o acompanhamento”, completa o agrônomo.

Logo, se o agricultor avaliar bem o cenário nem tudo está perdido uma vez que é no verão que se estabelece os melhores dividendos para o agricultor. “Uma hortaliça que é vendida a R$ 0,80, no inverno, pode chegar até R$ 3,00, nesta época do ano. Muitos agricultores familiares aguardam o plantio neste período. O custo é maior, contudo, é mais compensatório. O nível de cultivo de campo diminui e o preço sobe também. Lembrando que em termos de produção local, em Campo Grande, as folhosas são as mais produzidas por aqui”, garante.

O acompanhamento é, ainda, mais necessário quando o agricultor faz adesão de algum defensivo agrícola. As chuvas constantes no verão implicam, inclusive, na eficácia dos defensivos que, devido ao excesso de água reduz o período de proteção das folhas.

“O problema em si não é fazer o uso, mas a forma como se vai utilizar. O uso de equipamento de proteção individual, EPI, e a escolha certa do produto são primordiais. Cada produto tem um tempo de reação para resolver os problemas com pragas e doenças, então, ter a orientação de um bom profissional é essencial”.




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