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Com frio, morador de rua teve que esperar 4 horas para ser atendido em SP

Equipe da Assistência Social e Samu levaram homem para hospital. Data da Postagem: 22/05/2018 | Fonte: Globo SP
(Foto: Divulgação).

Um morador de rua que tremia deitado no chão durante a madrugada desta terça-feira (22) na região da Penha, na Zona Leste de São Paulo, teve que esperar 4 horas para receber atendimento da assistência social e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Com roupas muito finas e sem casaco, o morador de rua reclamou do frio que estava sentindo. Ele estava com a temperatura alta e tremendo. A reportagem ligou no 156, telefone indicado pela Prefeitura de São Paulo, e recebeu a informação de que um atendimento de um assistente social demoraria 3 horas.

Dos seis abrigos municipais localizados na Zona Leste que a reportagem ligou apenas dois atenderam o telefonema, o de Lageado e de São Mateus, e os dois estavam lotados.

Exatamente três horas após o telefonema para o 156, às 3h25, uma equipe da Assistência Social chegou para levar o homem para um abrigo, mas devido ao seu estado de saúde decidiram levá-lo para o hospital. Ela ligou para o Samu e uma hora depois da chamada a ambulância chegou. O homem foi encaminhado ao Hospital Vermelhinho, da Vila Maria, na Zona Norte.

Na segunda-feira (21), quando se registrou a madrugada mais fria do ano na cidade, dois moradores de rua foram encontrados mortos, com suspeita de hipotermia.

A Prefeitura informou, por meio de nota, que orienta a chamar primeiramente o "Samu sempre que uma pessoa seja encontrada passando mal". "A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social vai avaliar o atendimento do caso citado pela reportagem e ressalta que o tempo de espera pode ter sido ocasionado pelo aumento no número de chamados recebidos pela Coordenadoria de Pronto Atendimento Social (CPAS)", diz o texto.

A Prefeitura disse ainda que os atendentes da central 156 recebem treinamento para dar encaminhamento segundo critérios da operação Baixas Temperaturas.

O estado de saúde do morador de rua não foi divulgado.




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